the Orchestra, 2011

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These texts are part of a diary written between 2010 and 2011. They were part of the process of ‘the Orchestra’. The language presented results from the creation of a codified system, directly influenced by the observation of works by the so-called “mentally ill”, particularly from the Prinzhorn collection; the code also evokes embroidery techniques.
My intention was never to provide a mimetic reading of this texts, but rather to evoke an ambiance that is heavily influenced by the repetition of the automated gestures.

sinopse (pt)

A Orquestra é um projecto que nasce da premissa de se ser autêntico por meio de impulsos expressivos. Como cada um escolhe comunicar – que símbolos usar, com que formas decorar, que espaços preencher – determinará a linguagem de que cada um faz uso para melhor eliminar as mediações entre o que se quer dizer e o que é finalmente dito.
Embora as linguagens possam ser altamente privadas e inacessíveis – quer porque são codificadas, quer porque pertencem a um grupo restrito de pessoas – e possam ter como único propósito a satisfação do Ego, o que essas linguagens codificadas são, na maioria das vezes, é um escudo contra a realidade externa, uma tentativa de proteger e preservar a verdades interior.
A nossa percepção não é simples nem linear; o nosso Eu autêntico, embora por vezes virtual e nem sempre acessível, tenta intuir e render-se a uma entidade criativa a fim de comunicar através da natureza expressiva, sem mediação, mas não excessivamente privado ou inatingível.
Não fingimos atentar a julgamentos e jamais acreditaremos que a moral prevaleça como um sistema de ordenação. Porque aqui estamos, falamos as palavras dos homens e não podemos mais do que alcançar, comunicar e pedir que se considere que excelentes instrumentos de observação nos dão os nossos sentidos!

brainlikeanorchestra* * *

statement (en)

The Orchestra is a work based on the premise of being authentic by means of expressive urges. How each chooses to communicate – which symbols to acquire, which forms to decorate, which spaces to fulfill – will determine the language each uses to best eliminate mediations between what one means and what is finally said.
Although languages can be highly private and inaccessible – either because they are encoded either because they belong to a select group of people – and may have the sole purpose of praising the ego, what these encoded languages are, most of the time, is a shield against external reality, an attempt to account for inner truths.
Our perception is neither simple nor linear; our authentic selves, though sometimes virtual and not always accessible, will try to intuit and surrender to a higher and creative entity in order to communicate through the expressive urges, unmediated but not extremely private or unattainable.
We don’t pretend to care about judgment nor do we believe that moral will ever prevail as an ordering system. Because we are here, we speak the words of men and we can but to reach, to communicate, and can only ask that you consider what excellent tools for observation we have in our senses!